No quartel inicial do século xx, foi transferida das Mónicas para a Cartuxa (1903.MAI.31) a Casa de Detenção e Correcção, actual Centro Educativo Padre António de Oliveira e publicado, com duração efémera, o primeiro periódico, a revista trimestral "Os Signaes dos Tempos" (1908.JUL/SET?). Cedidos o palácio e a Quinta Real de Caxias, aos Ministérios da Guerra e da Justiça (1908.DEZ.31), entraram em funcionamento cinco telefones da rede da Cruz Quebrada, dos quais, o nº.1, de P.E. Mascarenhas, na Gibalta (1911.AGO.1). Construído o farol da Gibalta (1914), foi iniciada (1916) a utilização do forte Rei D. Luís, como estabelecimento prisional: ali estiveram detidos soldados insubordinados de Infantaria 1, assaltantes de mercearias (1917.MAI), grevistas da construção civil (1917.JUL.9/18) e 63 dos 84 funcionários telégrafo - postais (1917.SET.3/12) em greve desde 1917.SET.1, solidários com os seus 900 colegas presos no Tejo, a bordo do navio "Lourenço Marques". Transferido para Caxias (1922.FEV.16) o governo (1922/23) de António Maria da Silva, receoso de intentonas; o Presidente da República (1923/25) Manuel Teixeira Gomes, renunciou ao seu cargo e, seis dias depois, saiu de sua casa, na Gibalta, e tomou o rumo do exílio (1925.DEZ.17).
Um ano depois (Decreto-Lei nº.12783-1926.DEZ.7), as localidades de Lagoal, Caxias, Cartuxa, Gibalta, Laveiras e Murganhal, às quais se juntou a Quinta do Jardim (Decreto nº. 15285-1928.MAR.27), transitaram da freguesia de Oeiras para a de Paço de Arcos, criada naquela data e recordada por alguns caxienses, felizmente ainda entre nós.
Os quatro últimos anos da década de vinte são os da classificação de Caxias como praia de 2ª. ordem (1926.DEZ.15) e da fundação do Grupo Desportivo Unidos Caxienses.
Os da década 1931/40 são os do início da utilização do Forte Rei D. Luis, no reduto sul, para presos civis (1935.JAN.24) e no reduto norte, para presos políticos (1938.MAI.19). E ainda, a extensão da rede de abastecimento de água a Caxias e Laveiras (1935.AGO); a bênção da Cartuxa e sua reabertura ao público (1938); o início da demolição do forte de Nossa Senhora do Vale (1939.OUT.15), incluída nos trabalhos de abertura da Avenida Marginal; e o VIII Recenseamento (1940) com 1507 presentes em Caxias, 584 em Laveiras, 219 no Murganhal e 211 no Lagoal, isto é um total de 2521, equivalente a 41% do da freguesia.
Da década de quarenta ficaram as recordações da criação do Centro de Assistência Infantil Nossa Senhora das Dores (1942); da constituição (1944.MAR.20) do Vicariato de Laveiras-Caxias; da fundação da Conferência de S. Vicente de Paulo (1943), ambos em Laveiras, e da electrificação do farol da Gibalta (1950).